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What is to exchange? .
Exchange means the act of giving something and receiving another from the same kind. It is slightly different than “swop” which stands for exchange or give in exchange for. There is an expectation in swoping, when exchanging seems to happen simultaneously, even though the result of both are the same. I give, I receive/you give, you receive.

What do we have to give? What can be of the same kind? How can we value what we give in comparison of the value of what we receive? Of course we want also to gain something. Giving without receiving is somehow still very religious. But can we wish to gain something without an expectation of which form it will take ?

Can we measure the effect of art? Can we measure the effect of a good meal? When does a good meal becomes art? 

Can we measure the effect of a completely different environment? Do we have the same goals outside the place we live? Do we have the same goal towards the audience when the audience have a different goal towards you? Do we have an audience?

This exchange will be an exchange inside an exchange. There is us, but us inside of a different environment. How can we inform each other while being informed by our surroundings? Can we find a common in being strangers? Can our common be the fact of being strangers? Strangers to each other, mostly foreigners of the country, if not, still strangers of the beach, at least this one. Can our common and starting point be to not know, not know what we are going to receive, how we are going to give, but still including our desires and experiences ?

What to bring in the suitcase?

Espaço Mestiço wants to be a space hungry for needs and questions. It proposes you to come incomplete, maybe needing for someone that can think for you, move for you, talk for you. It lacks obligation for producing, but it absorbs questions in search for a development.

We ask in advance each artist to pose a question, a project, an idea that need other hands to be accomplished. That is why we are fifteen and not one.

What is already there?

We propose a structure of 4 common hours per day, a time for sharing practices and interests, which will be organized step by step in function of the desires of each.

We understand cooking, in relation with working, as a way to find back the easyness of helping one’s and another with creating a product. That is why, we propose every day the dinner as a moment of togetherness and experiencing communication in a very concrete form, metaphoring the artistic work. Every dinner will be led by 2 of us as a way to keep on regenerating and shifting roles within the group.

There will be space for everyone to share previous works and interests, in the form of presentations, in order to remember and let others know how did we arrive and to clear where do we go.

A Praia do Francês:

For us to be conscious of where our feet are in relation to our heads, two main days will be dedicated to the non-measurable effect of exchange between the group and the inhabitants of the beach.

The first will be an open day, for the inhabitants to join us, possibly in form of workshops, open talks or open rehearsals.

Finally, the last day wishes itself to be an outcome of findings, deceptions and/or surprises, that will be experienced and shared through different ways, eventually as presentations of no defined forms for a public to be formed.

O que é intercâmbio?

Intercâmbio é o ato de dar algo e receber uma coisa de volta, semelhante. É ligeiramente diferente de “troca” o que significa trocar ou dar em troca de. Há no entanto uma exceção em trocar, quando essa troca parece acontecer simultaneamente, mesmo que o resultado seja o mesmo. Eu dou, eu recebo/ tu dás, tu recebes,

O que é que temos para dar ? O que é que pode ser semelhante ? Como valorizar o que damos em comparação ao valor do que recebemos ? Naturalmente que também queremos obter algo. Dar sem receber é, de alguma forma, ainda entendido como um ato religioso. Podemos, no entanto, desejar obter algo sem ter a ideia exata de que forma receberemos algo em troca ?

Podemos medir o efeito da arte ? Conseguimos medir o efeito de uma boa refeição ? Quando é que uma boa refeição se torna arte ?

 

Podemos medir o efeito de um ambiente totalmente diferente? Teremos os mesmos objetivos fora do sitio onde vivemos? Teremos os mesmos objetivos relativamente ao público quando esse mesmo público tem um diferente objetivo para nós. Teremos uma audiência?

Este intercâmbio será um intercâmbio em si, dentro de um mesmo. Seremos nós lá, simplesmente nós, num ambiente diferente. Como poderemos influenciar-nos uns aos outros enquanto somos influenciados pelo que nos rodeia? Poderemos encontrar algo em comum sendo estranhos a? Será esse algo comum, o facto de sermos estranhos ? Estranhos entre nós, mas sobretudo estrangeiros no país, ou pelo menos o seremos na praia.

Poderá ser o nosso ponto de partida e em comum, o ‘não saber’, o ‘não saber’ o que iremos receber, como vamos dar, e no entanto incluir os nossos desejos e experiências?

 

O que trazer na mala ?

O Espaço Mestiço quer ser um espaço sequioso por anseios e questões. Propõe que venhamos incompletos, com necessidades, talvez, de alguém que pense por nós, que se movimente por nós, fale por nós.  Não obriga à produção mas absorve questões em procura de um desenvolvimento.

Nós pediremos em avanço a cada artista para nos dar uma questão, um projeto, uma ideia que precise de outras mãos para ser realizado. Essa é a razão de sermos quinze e não somente um.

 

O que é que já lá está ?

Propomos uma estrutura de 4 horas comuns a todos os participantes por dia. Um momento para partilhar práticas e interesses, o que será organizado passo a passo em função do desejo de cada um.

Entendemos o cozinhar, em relação ao trabalhar, como uma forma de reencontrar a facilidade de ajudar um e outro criando um produto. Por isto propomos que todos os dias o jantar seja um momento de união e para ter a experiência de comunicar de uma forma muito concreta, sendo uma metáfora para o trabalho artístico. O jantar de cada dia será levado a cabo por 2 de nós, como forma de manter a regeneração e troca de papeis dentro do grupo.

Haverá espaço para que todos nós possamos partilhar trabalhos anteriores e interesses, na forma de apresentações. Assim, poderemos recordar e dar a conhecer aos outros como chegámos ali e clarificar para onde queremos ir.

 

A Praia do Francês:

Para nós sermos conscientes de onde estão os nossos pés em relação às nossas cabeças, 2 dias inteiros serão dedicados ao efeito de intercâmbio não-quantificável entre o grupo e os habitantes da praia.

O primeiro dia será um dia aberto no qual os habitantes se podem juntar a nós, possivelmente na forma de workshops, conversas ou ensaios de porta aberta.

Finalmente, o último dia deseja-se que seja o resultado da descoberta de decepções e/ou surpresas, que serão experimentadas e partilhadas de diferentes formas, eventualmente numa apresentação ainda não definida e para um público ainda não formado.

espacomestico@gmail.com

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3 responses to “About

  1. Por gentileza, informem o estado onde o festival acontece, não encontro esta informação em parte alguma.

    • Oi Karine! Obrigada pelo interesse. O progeto aconteceu no estado de Alagoas, em outubro 2013. Estamos atualmente discutindo sobre os detalhes de uma próxima edição em 2015!

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